Durante muitos anos, perdi a gargalhada. Vivia sorrindo, sem graça.

Somente com os ventos espiralados, lembrei que ela se encontrava guardada no bolso de uma calça.

Foi uma surpresa e tanto.

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Custei a aprender a engolir as palavras.

Acho que foi por isso que, naqueles tempos, não morri nenhuma vez.

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Mais uma esperança: haveria outras noites além da última e seria possível beijar um estranho e amanhecer amando.

Valia a pena.

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