Sem categoria
No poems
Este blog está, temporariamente, fechado para balanço.
Lembranças extemporâneas
1.
Depois de reclamar da vida, o amigo tenta acalentar o outro:
- Calma, amigo, há malas que vão pra Belém.
2.
Certas batucadas não merecem o nosso samba.
3.
No México, dos doze espirros que dei, somente um não recebeu “saúde”. Sofri apenas um empurrão na rua, mesmo com gente pra todo lado. Logo que cheguei no Brasil e espirrei, ninguém desejou “saúde”. Embora saiba que aqui também se deseja saúde, o fato de ninguém ter deixado de assinalar a palavra me fala para o fato da educação sanitária mexicana ser mais eficiente. Ou terá sido os efeitos da gripe suína?
4.
Pense num povo que gosta de bigode! E há de muitas formas, tamanhos e estilos. Dos mais fininhos próximos aos beiços aos volteados, alargados e cheios. E as barbichas, grisalhas, escuras ou pontudas despencadas pela face do sujeito. As navalhas e os barbeiros são treinados em cortar rente e aparar os volumes e adornos, cada qual mais delgado que o outro, visando dar a face a marca e um desenho pessoal, ora no formato do bigode dos barões, ora com a aparência dos ciganos, ora com a visage dos almofadinhas. O bigode mexicano está no cinema, nas artes plásticas e na cara do povo. Que me perdoe o sexo feminino, mas me parece que até as mulheres curtem um bigodinho.
Músicas para o nosso sangue
COMPASSO, de Angela Ro Ro:
Aqui: http://www.angelaroro.com.br/compasso/compasso.htm
NA PRIMEIRA MANHÃ, de Alceu Valença:
Aqui: Na Primeira Manhã
Agradeço a Astronauta
Meus agradecimentos a Lucas Moreira Telles, o famoso Astronauta, que ajudou este blog voltar a funcionar regularmente. com seus arquivos e tudo.
caminhando entre fronteiras
Não compreender é uma forma de entender. Carpinejar disse por agora: “Se eu me entender deixo de ser poeta”. Está certíssimo. Quem explica muito acaba analfabeto.
a portadora dos beijos
Ela veio trazendo os beijos de um coração que não conheço. Mesmo assim os recebi. Tinha a lua cheia à esquerda e o sol poente à direita. Fiquei feliz. Naquele momento catorze pássaros brancos cruzaram em delta a minha cabeça. Fechei os olhos redondos. Fiquei redondamente encantado.
A Oriente segue a noite
Voltei à Ponta do Flamengo, na praia de Piranji do Norte, a 25 km de Natal. As cartas náuticas registram que aquelas pedras negras e altas indicam o terceiro lugar do continente sulamericano mais próximo da África. Como o Clube de Regatas Flamengo foi Campeão Brasileiro este ano, achei muito adequado ficar por ali um tempo, respirando aquele vento forte, maroto e incessante. Só faltou o charuto. A brisa ligeira e molhada lambendo os pescoços das pedras negras e frias… Que delícia! Fechei os olhos. Como era noite alta, deu para ouvir corretamente o uivo do vento, misturado ao ribombar das ondas explodindo nas pedras. Lá longe, lá longe, de dentro da escuridão marítma, dava pra ouvir baixinho o canto de uma africana numa praia de Cabo Verde…
Era a oriente que a noite seguia.
o anjo virou e disse assim
“Meus olhos reconhecem aquilo que o meu coração procura”
