poema quase erótico

Naquela noite, em Dubai

terça-feira, março 30th, 2010 | poema quase erótico | 1 Comentário

 

 

Naquela noite, em Dubai, aprisionei borboletas em teus olhos

Para que elas voassem de mansinho para dentro da minha alegria.

 

Naquela noite, em Dubai, a lua cheia incendiou a saliva do fogo.  

Nus, vestimos as asas do flamingo escondidos na felicidade.

 

Naquela noite, em Dubai, aprisionei o teu corpo com sopros infantis.

O amor entrou em tua pele parecendo passarinho.

 

Naquela noite, em Dubai, a gente esculpiu o amor com a boca.

Recitei um poema para cada letra do teu nome.

 

Naquela noite, chupei a poesia, mordi a poesia, fodi com a poesia.

Gozaste na minha boca os versos que jamais ousei escrever.

 

Carnaval

terça-feira, fevereiro 16th, 2010 | poema quase erótico | 1 Comentário

 

O que me atrai em ti são as camadas de maciez da tua língua

Quando chamas o meu nome. Me atrai as visagens que não tivemos,

O batimento oculto dos teus lábios. O samba-funk da minha língua

Nos teus pés de dançarina. Me atrai os filmes que não ouvimos,

O touro calmo da nossa paixão. O sexo alvo que não fingimos.

Atrai o teu gozo múltiplo com a flecha lançada do meu coração.

 

Quantos beijos deixamos de dar por conta da chuva que não tomamos?

Quantos dedos a te lamber?! Me atrai não poder te levar mais à matinê.

Como farejar as tuas gargalhadas de menina? Nem imaginas o carnaval

Da minha língua nos teus pés de colombina.