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sábado, janeiro 23rd, 2010 | ínfima estética

 Um hacker, sei-lá-eu-o-quê, deve ter entrado no meu sistema (ui!) e apagado todas as minhas mensagens, comprovando empiricamente a total Inutilidade da Poesia.

Podem ver que desapareceu um monte de informações aí do lado direito, assim como o arquivo todo, as páginas anteriores, foram todas parar no beléléu ou na Baixa-da-Égua que, descobrir recentemente, fica no Alecrim, o bairro em que nasci, em Natal, RN.

Não liguem para o fim cibernético dos contos, poemas e crônicas que venho escrevendo aqui. Tenho tudo guardado em cofres na Suiça.

Se foi o destino, as musas ou os tremores do nosso coração, o que fizeram despencar parte deste Diário Razão Poesia, deve ser p.q. estamos na ordem do dia. Um amigo me disse: “Tu fala tanto da ‘estética do insignificante’, que, pronto, um hacker quer sumir contigo”.

Este hacker tem total razão!

Só que essa estética não é minha, mas do Manoel de Barros.

Tudo em toda a parte está a tremer e a cair, é verdade. Minha amiga e afilhada, Kelly Sumi, escreveu dizendo: “As coisas tremem para que a gente olhe para elas”. É isso mesmo.

Pronto. Tá explicado! Eis o motivo de tanta tremedeira em nossos corações ultimamente!

 Então, por favor, olhemos o Haiti.

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